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Oblatos Anglicanos de São Bento

Beneditinos : uma espiritualidade antiga para o dia de hoje

São Bento de Nursia (480-547)

Nos últimos tempos tem surgido novas formas de vida religiosa e comunitária, respondendo às necessidades dos cristãos de hoje e à inspiração do Espírito Santo. Todavia, a milenar tradição de vida religiosa no Ocidente tem sido principalmente moldada pela Regra de São Bento (RB).

Pouco sabemos sobre sua vida. Nasceu na Umbria (Itália) em 480 AD. Aos 20 anos retira-se a Subiaco para viver como eremita e dedicar-se à oração. Sua reputação de santidade fez que fosse solicitado a dirigir pequenas comunidades monásticas da vizinhança, mas a sua disciplina suscitou oposição e rejeições. Em 529 mudou-se para Monte Cassino, onde estabeleceu uma grande família monástica e foi ali que redigiu sua famosa Regra, que resumia e melhorava experiências anteriores (a Regra do Mestre. Santo Agostinho, Cassiano, que por sua vez distilavam os princípios e ideais religiosos dos eremitas e monges do Egito e do Oriente), na procura de Deus, nas práticas da oração e na luta espiritual. Bento morre em Monte Cassino, em 21 de Março de 547, mas deixou um legado que perpassou os séculos, espalhando-se pelo mundo e servindo de modelo de vida a inúmeras pessoas de várias denominações cristãs.

A Regra Beneditina

A Tríplice Corda

O Trem da História

Os Beneditinos Anglicanos hoje

A Congregação dos Oblatos Anglicanos de São Bento (OASB)

Quem Somos
Objetivos da Congregação
Onde estamos
Membros da Congregação
Como fazer contato com a OASB
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A Regra Beneditina
Uma característica importante da Regra é a sua humanidade: ela é moderada, sensível, simples, sem rigorismos extremos. Ao tempo que coloca diante dos monges o objetivo de uma vida santa, enfatiza a importância da estabilidade (permanência no mesmo mosteiro) e da necessidade de aceitar as limitações e obrigações da vida em comum, pedindo que os monges aceitem com paciência as fraquezas físicas ou de conduta dos irmãos, que procurem sempre servir e procurar o bem alheio , que respeitem o Abade com afeto sincero e humilde, e que nada coloquem acima de Cristo e da Oração. Nesta ''escola de serviço do Senhor'' foi que Bento encorajou os irmãos a se ajudarem mutuamente no seguimento dos caminhos do Senhor e a receber sempre o estranho que chegava às portas dos mosteiros. Ela é um caminho de vida evangélica no seguimento do Senhor Jesus.

A Tríplice Corda
A vida comunitária é vista como uma ordenada sucessão de oração, atividade e reflexão. O triplo cordão de ADORAÇÃO, TRABALHO e ESTUDO.

A Regra estabelece primeiro o ''OPUS DEI'', no qual os monges, em comunidade, celebram sete vezes ao dia, o Ofício Diário composto de salmos, hinos, antífonas, responsórios e leituras bíblicas. O modelo espalhou-se por toda Europa, e embora sofresse adaptações e desenvolvimentos durante os séculos, converteu-se, por mais de mil anos, em norma para toda a Igreja Ocidental.

Enfatiza, em segundo lugar, a 'LECTIO DIVINA'', na qual os irmãos refletem sobre textos bíblicos, os escritos dos Santos Pais e Mestres da espiritualidade, para que, num tranqüilo processo de absorção, baseado na verdade da Palavra de Deus, nutrir suas inteligências e moldar um temperamento reflexivo e contemplativo de devoção.

Em terceiro lugar, estabelece-se o ''LABOR'', que assegura, para as pequenas comunidades monásticas, a auto-sustentabilidade social, espiritual e econômica. O ritmo de trabalho e oração oferecia uma espiritualidade integrada e equilibrada. Deus era glorificado tanto pelo uso e mordomia da criação quanto na articulação do louvor na Igreja.

O Trem da História
Em seus quase 1.500 anos de vida, os beneditinos acompanharam as vicissitudes da história da Igreja, com momentos de expansão, de decadência e até de supressão em muitos países, quando no séc. XVI surgiu o movimento da Reforma, que era hostil ao monasticismo decadente. Na Inglaterra, o rei Henrique VIII suprimiu todas as comunidades religiosas, e não foi até mediados do séc. XIX que a vida religiosa em comunidade ressurgiu na Igreja Anglicana (primeiro na Inglaterra e depois em USA). Mas, apesar de sua ausência física por quase 300 anos, a influência beneditina perdurou fortemente na tradição do Livro de Oração Comum anglicano, ao ponto de poder-se afirmar com justiça, que a espiritualidade anglicana está imbuída do espírito beneditino.

Os Beneditinos Anglicanos Hoje
Seus Valores - Os valores da tradição monástica falam ainda hoje aos cristãos que são parte do mundo moderno. Reconhecemos a importância de uma vida litúrgica comunitária, de trazer perante Deus, em oração, o trabalho no qual estamos engajados e as necessidades das comunidades nas quais estamos inseridos, para que Deus as guie e abençoe, as redima e renove.

Os relacionamentos entre nosso trabalho e a vida litúrgica se concretizam no cuidadoso ordenamento das Intercessões e também na preparação de celebrações para marcar ocasiões e/ou necessidades especiais. Através desses vínculos aprendemos também a ver nosso trabalho e nossa vida de relação como meios para melhor servir a Deus e dar testemunho dele.

Sua difusão - Existem comunidades beneditinas anglicanas por toda a Comunhão Anglicana no mundo, tanto de homens quanto de mulheres, assim como de oblatos, e até há comunidades religiosas que sem serem beneditinas tem aceito e adotado como norma de vida a Regra de São Bento. É assim que os filhos e filhas de São Bento estão no Canada, Inglaterra, Austrália, Ghana, Porto Rico, Filipinas, África do Sul, Estados Unidos, Zimbabwe e Brasil.

Todos os beneditinos, sejam da tradição romana quanto da anglicana, nos reconhecemos mutuamente como membros de uma mesma e grande família, e como filhos e filhas espirituais do mesmo Pai em Deus, São Bento de Nursia.

Na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (Província da Comunhão Anglicana) - Alrededor de 1990, sentiu-se entre alguns clérigos a necessidade de cultivar um caminho de espiritualidade baseado na Regra de São Bento, para que o mesmo ajudasse os ministros ordenados na sua vida espiritual e providencia-se também comforto e ajuda mútua, o que redundaria em benefício do povo da Igreja na Diocese Meridional, berço da Congregação. Quem levou essa idéia adiante foi o Rev. Sebastião Teixeira, que recebeu o apoio da Congregação Beneditina do Brasil (da Igreja Romana), na pessoa de seu então Abade Presidente Dom Joaquim de Arruda Zamith, que guiou, alentou e deu uma benção especial ao fundador, para que dessa forma fosse formado o grupo inicial dos OBLATOS ANGLICANOS DE SÃO BENTO (OASB). Com a autorização dos Estatutos e Ritual da Congregação, pelo então Bispo Diocesano, Dom Cláudio Vinícius de Sena Gastal, em 4 de Novembro de 1993, nasceu a Congregação, a primeira de seu gênero na Igreja Anglicana brasileira, sendo seu primeiro prior Dom Sebastião Teixeira. Instituído pelo Bispo diocesano em Dezembro de 1993.

A Congregação foi autorizada pelos Bispos Diocesanos de Santa Maria e de São Paulo, para poder atuar nas suas Dioceses.

A Congregação dos OBLATOS ANGLICANOS DE SÃO BENTO (OASB)

Quem somos
Um grupo de cristãos, no povo de Deus, dentro da tradição anglicana, integrado por leigos e ministros ordenados, que por meio de sua oblação pessoal e voluntária comprometem-se a seguir nas devidas proporções a Regra de São Bento e os próprios Estatutos, sob a guia de nosso Prior e em comunhão fraterna com os demais membros do grupo, procurando tornar realidade em nossas vidas o lema básico dos beneditinos no mundo inteiro : ORAÇÃO E TRABALHO. Esses dois pilares são interdependentes e simultâneos, conformando a vida pessoal e comunitária dos membros da Congregação.

Objetivos da Congregação
+ ORAÇÃO, com o sentido de Adoração, Louvor e Gratidão ao Senhor, e que se expressam na vivência de uma piedade Cristocéntrica e Trinitária, no amor e cultivo das Santas Escrituras e em todas as formas da Liturgia.
+ TRABALHO, com o sentido de cultivo da asceses e disciplina pessoais, para que junto com os demais membros da congregação, possamos servir e colaborar com todos os membros da Igreja na tarefa de transformação do mundo conforme os planos de Deus. Na visão beneditina, o trabalho é considerado extensão da obra de Deus e uma possibilidade de realização do ser humano no cumprimento de seu chamamento por Deus. Por isso, o oblato testemunha sua vocação e missão tornando cada lugar de atuação uma ''Igreja doméstica''.
Oração e Trabalho, os dois pilares da vida beneditina, tem como finalidade fazer, nas palavras de São Bento, que '' em tudo seja Deus glorificado''(RB 57,9)

Onde estamos
O núcleo da Congregação está na Diocese Meridional da IEAB (onde nasceu), e em 22 de junho de 1998 sua presença e trabalho foi autorizado na Diocese Sul-Ocidental, mas há membros também em outras dioceses da IEAB, como São Paulo, Rio de Janeiro e Pelotas.

Quem são os membros da Congregação
Prior Sebastião Benito Teixeira - 29 de Maio de 1995
Irmão Orlando Agostinho Oliveira - 24 de Outubro de 1996*
Irmão Enrique Mauro Illarze - 11 de Julho de 1997
Irmão Pedro Juan de la Cruz Chabalgoity - 11 de Julho de 1997- + R.I.P.
Irmão Joel Bernardo Soares - 11 de Julho de 1997
Irmão Renato Anselmo Raatz - Pelotas - 11 de Julho de 1997*
Irmão Paulo Gregório Soares - 26 de Abril de 1999
Irmão Cid Agostinho Umpierre - 26 de Abril de 1999 - + R.I.P.
Irmão Ricardo João da Cruz Maiolini – SP - 31 de julho de 2005
Irmão Leandro Patrício Campos, SP - 31 de julho de 2005
Irmão Fabiano Jerónimo Nunes, RJ - 31 de julho de 2005
Noviço Osíris Francisco Mangone - 23 de Novembro de 1999
Noviço João Fernando Moreira - 23 de Novembro de 1999
Postulante Lucas Oliva Bertolozzi, SP - 31 de julho de 2005
(* licenciado, por ser o atual Bispo da Diocese Meridional)
Como fazer contato com os Oblatos de São Bento (OASB
) Correspondência dirigida ao:
Prior Sebastião Teixeira, oasb
Rua São Borja, 1776
Imbé / RS - CEP 95625-000 = Fone: (51)3627 3501